Autor(a): Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 357
ISBN: 9788565765015
Nem todas as garotas querem ser princesas. America Singer, por exemplo, tem uma vida perfeitamente razoável, e se pudesse mudar alguma coisa nela desejaria ter um pouquinho mais de dinheiro e poder revelar seu namoro secreto.
Um dia, America topa se inscrever na Seleção só para agradar a mãe, certa de que não será sorteada para participar da competição em que o príncipe escolherá sua futura esposa.
Mas é claro que se nome aparece na lista das Selecionadas, e depois disso sua vida nunca mais será a mesma...
A Seleção é o primeiro livro distópico que li. E devo dizer que adorei!
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Em um país que divide o povo por castas (Sendo a Casa Um dos ricos e a mais alta, e a Casta Oito a mais baixa e pertencente aos pobres), America Singer não tem grandes ambições na vida. Pertencente a Casta 5, tudo que ela quer é ter um pouquinho mais de dinheiro - o suficiente para poder casar com seu namorado, Aspen - e poder declarar ao mundo o seu amor por seu namorado, o qual tem que namorar escondido.
Quando sua mãe lhe pede para se inscrever na Seleção, America, entretanto, diz que é tremendamente impossível ela ser selecionada e afirma com todas as forças não ter interesse nenhum em ser rainha.
Mas quando Aspen, seu namorado escondido, lhe pede para se inscrever apenas por desencargo de consciência, ela sede e se candidata e então ela é selecionada.
Ao mudar-se para o palácio, America tinha a absoluta certeza de que não se adaptaria e não se interessaria pelo príncipe Maxon, assim como ele não olharia para ela duas vezes, tendo em vista que várias meninas mais bonita que ela estavam lá também.
Para seu próprio espanto, America descobre que o príncipe não é a pessoa que ela achava e se surpreende ao se pegar pensando nele e fica mais surpresa ainda ao notar o interesse dele por ela.
Eu realmente achava que esse livro era algo bobo. Comprei ele em uma promoção e o coloquei na estante, e então um belo dia, resolvi pegá-lo para ler. E bem, não o larguei até acabar.
A história me surpreendeu em todos os aspectos possíveis. A narrativa em primeira pessoa, nos transporta para a pacata e pobre vida de America Singer, nossa narradora.
Conhecemos um Estados Unidos diferente, agora ele se chama Estado Americano da China e foi invadido pela mesma durante a Quarta Guerra Mundial. O país, que é divido por Castas de Um à Oito, sendo a Um a das pessoas da Elite e a Oito dos mendigos e moribundos, descobrimos toda uma história rica, fantástica e totalmente viciante.
America é o tipo de personagem que não tem medo de dizer o que pensa e desde o início deixa bem claro seu ponto de vista para o príncipe Maxon. Admirado pela falta de interesse dela, não apenas nele, mas na coroa, o príncipe tenta se aproximar mais de America e em vários momentos leva patadas - e chutadas -, mas ao longo da trama eles desenvolvem o que podem chamar de uma amizade, a primeira amizade ambos.
É claro que de cara ficamos apaixonados pelo príncipe e torcemos muito para a America esquecer o Aspen e se entregar ao Maxon, mas Kiera nos deixa loucos com os confusos sentimentos de America e a todo momento sentimos as dúvidas e incertezas da personagem.
A história distópica do livro não é muito bem esclarecida nesse primeiro volume, mas acredito que deva vir uma explicação melhor no segundo.
Recomendo e muito esse livro. Ele vem com a bagagem completa: humor, romance, drama, mistério e até mesmo ação!
Algo que eu gostaria de comentar antes de finalizar esta resenha é a capa.
Sim, ela é linda. Mas, gostaria de fazer uma pequena interpretação.
Na capa temos uma garota ruiva de olhos azuis, não resta duvidas de que é a America, pois além dela ser ruiva e ter olhos claros, a garota está escondendo o rosto o que retrata bastante da personagem neste primeiro volume.
Em A Seleção temos uma America que se esconde, que não quer ser descoberta ou chamar a atenção para si própria.
Mesmo sendo linda ao seu modo, ela esconde a beleza, assim como esconde sua inteligência e se esconde na Seleção, sempre na dela e observando tudo de lado.
Na minha opinião, a Editora Seguinte, fez um excelente trabalho com essa capa, com esse lado tímido e inseguro da America, retratou perfeitamente bem o primeiro volume da trilogia.








