Mostrando postagens com marcador Percy Jackson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Percy Jackson. Mostrar todas as postagens

Papo com Carlos #2 | Presente de Grego

E aí, turma? Como vocês estão?
Curtindo muito a Copa do Mundo ou, como eu, não aguentando mais ouvir falar de futebol?
Seja qual for a resposta, espero que estejam pelo menos curtindo os feriados fora de época propostos pelos jogos.

Hoje é quarta-feira e é meu dia de atualização no blog. E, conforme o prometido duas semanas atrás, vamos falar de Percy Jackson.

Embora não seja pelos motivos que vocês provavelmente estão pensando, eu estou empolgado para dividir meu ponto de vista com vocês e arrecadar uma série de críticas.
Tudo bem. (Respirando fundo.) Preparados? Aí vai:
Eu não gosto de Percy Jackson.

Sim, meus caros. E já que é pra revelar, vou aproveitar pra tirar o curativo de vez e assumir também que prefiro aos filmes que os livros.

Mas calma. Não fechem a página do blog e não me xinguem (pelo menos não até chegarem ao fim da postagem) antes de lerem meus argumentos.

Entendam: eu acho a ideia original excelente. Quero dizer, um herói grego moderno é de despertar um vívido e imediato interesse. Então, se eu sou de acordo com a proposta do autor de reviver a mitologia grega, por que diabos eu não gosto do Sr. Jackson e seu grupo de semideuses disléxicos?

Cá estão meus pontos:


Estória é demasiada infantil.
Sim, vocês podem alegar que o público alvo é exatamente esse, mas, turma, há de convir que o enredo tem que evoluir com o passar dos livros, a personalidade dos protagonistas se tornar mais forte de acordo com a idade que eles vão adquirindo e, após os cinco publicações de Percy Jackson e os Olimpianos e mais algumas de Os Heróis do Olimpo, não vi nenhuma mudança no comportamento de Percy, Annabeth e Grover que pudesse comparar com minhas próprias experiências ou talvez almejar viver.

Ausência de construção de personagens.
Não consegui me ligar a nenhum personagem em particular, nem sentir pena, ódio ou sequer amor. Não consegui encontrar em nenhum dos cinco primeiros livros a preocupação do autor em querer simpatizar o leitor com seus protagonistas. Raramente somos levados para as experiências passadas dos mesmos e, quando temos a oportunidade de vislumbre, ele é rápido, pouco informativo e, principalmente, carente de emoção.

Péssimas piadas.
Rick Riordan por algum motivo acreditou que era um bom piadista e simplesmente se permitiu (sem a interferência de um editor realista) explorar esse seu lado nada positivo em seus livros. Para não me estender, vou focar apenas no grupo de centauros doidos que ele criou (e suas camisetas temáticas que fico na dúvida se arrancou risada ou compaixão do próprio Percy) e das Górgonas (em particular Euríale, com colete do Bargain Mart, vestido florido, presas enfeitadas com adesivos de 50% de desconto, e um crachá escrito: Olá! Meu nome é MORRA, SEMIDEUS MALDITO!) .
 

Eu que vi primeiro o filme, acabei indo buscar o livro depois, acreditando que iria me deparar com aquelas informações que normalmente são omitidas para que o roteiro não se torne tão prolongado e cansativo. A minha surpresa, porém, foi que achei extremamente necessária as mudanças feitas na estória de O Ladrão de Raios para que ela se tornasse uma película.

Tenho que tirar o meu chapéu ao diretor do primeiro longa, Chris Columbus, que também foi o mesmo de Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta, para ter coragem de alterar os pontos que sem sombra de dúvida fariam a crítica cair em cima pela semelhança com seus dois filmes anteriores. Impedir que Annabeth tivesse o seu famoso chapéu de invisibilidade e excluir Cérbero, o cachorro de três cabeças que guarda a entrada do submundo, foram sem dúvida alguma pontos positivos para a trama. Além disso, colocar um mapa para que os três personagens principais tivessem de fato uma busca e não uma aventura a esmo como no original, deu sentido à fuga que Percy, Annabeth e Grover fizeram do Acampamento Meio-Sangue.

Devo admitir também que Os Heróis do Olimpo já melhorou em muito essas dificuldades que Rick Riordan demonstrava em suas publicações anteriores (eu, inclusive, jamais consegui terminar de ler As Crônicas de Kane de tão terrível que é – ele conseguiu estragar a fascinação que eu tinha pelo Egito), mas ainda falta muito para o autor fazer jus à mitologia a qual ele se comprometeu ao presentear o mundo com seu herói Percy Jackson.

E é isso, pípol. Por hoje é só.
Quero saber a opinião de vocês. Concordam? Discordam?
Nossos comentários estão a espera de vocês.
E eu os aguardo aqui na quarta que vem.
Até!