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Falando na Lata #3 - Eles & eu

Olá folks!

O Falando na Lata de hoje traz eles. Os mocinhos, os vilões, as mocinhas, as malvadinhas, os românticos, os descolados, os amigos, os sofridos, os injustiçados... Eles, os personagens.

Eu não sei quanto a vocês, mas a cada livro que leio sempre tenho um personagem que me identifico mais. Na maioria das vezes - principalmente se for uma série - me identifico pelo que irá morrer, e por conta disso, sofro horrores!

O que seria das histórias sem os personagens? Não digo apenas dos principais, mas de todos em geral. Não seria nada. História sem personagem, não é história!

Para escrever a coluna de hoje eu separei alguns personagens que mais gosto de alguns livros, filmes e séries.

Não tem como não começar por ele, o meu mentor nesse universo da leitura, embora eu assistia mais a anime do que lia o mangá, ele é - basicamente - a minha base para tudo. Para a minha inspiração, para um personagem importantíssimo do meu livro e para mim. Ele é o Kenshin Himura ou Battousai o Retalhador, como ele também era conhecido.

Kenshin Himura, é o personagem principal do anime/mangá Samurai X (Rurouni Kenshin). O anime/mangá, conta a história de Kenshin, um retalhador durante a era Tokugawa no Japão, tornando-se assim o Battousai O Retahador como era conhecido pelos seus inimigos e aliados. Após o regime Tokugawa, Kenshin selou sua espada e prometeu nunca mais matar ninguém. Dez anos depois, agora na era Meiji, ele virou um andarilho e um dia ele se depara com  a corajosa e teimosa professora do Doujo Kamiya, Kaoru. Kenshin fica tocado quando a moça o convida para morar com ela, após ele ter salvado ela de um homem que fingia ser o Battousai e acaba aceitando o pedido da moça que se apaixona por ele à primeira vista.

Gosto muito do Ken (somos íntimos, posso chamá-lo assim ok?), porque ele teve um passado muitíssimo sofrido (o qual não falarei para quem se interessar não ter spoilers haha), uma vida difícil e mesmo tendo sido o retalhador mais temido da era Tokugawa, sempre fora gentil e doce e depois quando ele aposenta a sua espada e vive de uma forma humilde, podemos ver que a força dele não era apenas em sua habilidade como samurai, mas também seu enorme coração. Ele foi meu primeiro amor platônico e é até hoje! Para mim não existe personagem mais humano que ele!

Outro personagem, dessa vez de um livro, que também admiro muito e rapidamente se tornou um dos meus favoritos é  Noah de No Limite da Atração. Além de ser um gato e muito gostoso, Noah me conquistou pela sua devoção à sua família e pela forma como ele foi conquistado a Echo aos poucos.

Noah é um bad boy que fuma maconha, bebe e sai com uma garota diferente a cada dia. Não faz questão de ter uma turma na faculdade, andando sempre com seus dois amigos Beth e Isaiah, ele ignora o resto do mundo e o resto do mundo o ignora. Isso até ele conhecer Echo. No início era apenas um acordo mútuo entre os dois, depois virou algo mais.

Fiz essa pequena sinopse apenas dele de propósito para você se morder de curiosidade e ler o livro agora mesmo! Então vá!

Esses dois personagens, não são os principais, são coadjuvantes, mas me apaixonei por ambos!
America e Shepley de Belo Desastre. Melhores amigos de Abby e Travis. Eles são aquele tipo de personagens que são amigos em todas as horas. Seja no momento de alegria, no de tristeza ou naquele que você sabe que talvez nem saia com vida.

A amizade e a devoção deles com seus respectivos amigos teimosos e loucos me encantou. Amigos como eles são difíceis de encontrar hoje em dia e Shepley e America mostram que quando uma amizade é verdadeira, ela supera qualquer barreira.

Por último, eu não poderia deixar de comentar dele. Sexy, baixinho (ops), rabugento, inteligente e o melhor irmão do mundo: Edward Elric.

Edo e Al são irmãos, ambos são inteligentes demais para a idade que tem. Vivem em um mundo onde a Alquimia é algo além das fórmulas. O carvão vira ouro. Alguns elementos se misturados pode criar algo. Depois que o pai deles vai embora repentinamente, a mãe deles adoece e morre. Arrasados com a perda da mãe, Edo tem a ideia de estudar a Alquimia proibida: A transmutação humana. Depois de treinarem com uma mestre na Alquimia.

Edo e Al, voltam para casa e iniciam o processo de transmutação humana, mas como nem tudo que pedimos vem sem um preço, na Alquimia se você quiser algo terá que dá algo em troca de igual valor. E o que a Alquimia pede é a perna esquerda de Edo e o corpo de Al.

Desesperado para ter seu irmão de volta, Edo oferece seu braço direito como troca da alma do irmão a qual ele afixa em uma armadura.

Agora, os irmãos Elric precisam encarar homunculus, o exército e tudo para conseguirem ter seus corpos de volta.

O Edo para mim é um dos personagens que mais me fez pensar. Determinado é pouco para ele. O peso que ele carrega nas costas com apenas 15 anos de idade é de deixar qualquer um admirado por ele.
FullMetal Alchemist é um anime/mangá que possui duas versões: FullMetal Alchemist e FullMetal Alchemist, Brotherhood.

Eu particularmente prefiro a segunda versão, a Brotherhood, que é totalmente fiel ao mangá.

A história dos irmãos Elric é uma das mais bonitas que já vi. Com aquele toque de romance policial e aventura fantástica, ele nos toca com a devoção e a coragem dos personagens principais que embora sejam jovens, são bastante maduros e seguros de si.  É uma história que você carrega, pela vida toda.

Bom, galera esse foi o Falando na Lata de hoje, espero que tenham gostado! Deixem aí nos comentários quem são seus personagens favoritos e o por quê, vou adorar saber =)

Coluna: Falando na lata #1

Oi pessoal!
Ahh, agora sim posso respirar um pouco, minhas provas acabaram!! Quero dizer... Quase todas, ainda falta uma, mas agora estou mais tranquila!

Bom, resolvi dar um pause nas inúmeras resenhas que venho trazendo, uma seguida da outra e irei inaugurar a minha primeira coluna fixa!

O Falando na Lata, será uma coluna que eu trarei mensalmente, falando sobre, bom, livros é claro.
Tema de hoje: Ponta pé inicial na leitura, afinal existem aqueles que não gostam de ler?



Lembro-me bem do primeiro livro que li por conta própria. Eu estava na sexta série (ou seria sétima?), e uma colega estava comentando sobre um livro que ela havia lido e era bastante interessante, ela dizia que era muitíssimo bem escrito e que era uma maravilha, então pensei com meus botões.

Poxa deve realmente ser bom.

E aí ela se virou para mim e me perguntou se eu já havia lido Onze Minutos do Paulo Coelho e eu disse que não. Inesperadamente ela me estendeu o livro e disse para eu ler... E eu li.

Agora devo dizer que, na época eu fiquei chocada, pois era um livro, digamos, adulto que contava a história de uma prostituta chamada Maria, e na minha época de sexta série, pessoas como eu eram consideradas crianças e não era que nem hoje em dia que toda a sexta série está com a cabeça enfiada em um 50 Tons de Cinza da vida ou em um Toda Sua, nada disso senhor, naquela época liamos Pedro Bandeira, A Droga da Obediência era um fenômeno, ou então nós víamos as crianças lendo Harry Potter.

De qualquer forma, eu li o livro. Fiquei abismada com as cenas adultas no livro e depois me perguntei como alguém lia aquilo por vontade própria. Dei de ombros e não peguei mais em um livro por um bom tempo.

O bom tempo durou apenas até meus quinze anos, quando em um passeio pelo Centro da Cidade no Rio de Janeiro, minha tia me levou até a Biblioteca Pública e lá eu peguei Romeu e Julieta de Shakespeare e minha prima O Diário da Princesa de Meg Cabot.

Bom, foi uma surpresa para mim, quando dentro do ônibus saquei O Diário da Princesa e comecei a devorar, não preciso dizer que no final eu fiz minha prima trocar de livro comigo não é? É, eu fiz.

Mais tarde, no segundo ano do Ensino Médio, conheci uma menina - que é minha amiga até hoje - e ela me emprestou Eragon de Christopher Paolini e foi aí que eu soube o que era sofrer por esperar tanto, mais tanto um livro ser lançado.

Depois de devorar Eragon, contei os dias (literalmente) para o lançamento de Eldest. Eragon me levou até A Mediadora de Meg Cabot, A Mediadora me levou até a série Garotos, também da Meg Cabot, A série Garotos me levou até Vampiratas de Justin Somper, que me levou até Sr. Ardiloso Cortês de Derek Landy e a partir daí não parei mais...

Li de tudo um pouco: De José de Alencar até Stephenie Meyer, de Tolkien até J.K Rowling, de Nora Roberts até Derek Landy, de Justin Somper até Keila Gon, de Sophie Kinsela até Lauren Kate, de Oscar Wild até Jane Austen, e a lista vai seguindo.

Hoje tenho o orgulho de dizer que possuo cento e vinte e nove livros e desses, apenas vinte eu ainda não li.

Agora me vem a cabeça, na época em que comecei a ler, a literatura juvenil ainda não era tão explanada quanto hoje. Era difícil ver alguém na rua lendo, às vezes eu via algum fã de Harry Potter ou algum fã de O Senhor dos Anéis, mas não como hoje.

Isso me deixa feliz, ver o quanto o mercado literário cresceu, mesmo que às vezes não tenhamos produtos tão bons assim nas prateleiras, mas; na minha opinião, o que realmente importa é ver as pessoas dando o ponta pé inicial. O meu foi aquela minha colega de classe que me emprestou um livro do Paulo Coelho, eu posso não ter gostado do livro, mas depois parti para outro e mais outro e mais outro, até enfim descobrir meu gênero.

Cada um tem seu gosto, cada um tem seu gênero, não existe aquele que não gosta de ler existe aquele que ainda não encontrou seu gênero preferido. Procure, não tenha preguiça, um dia você acha e quando você achar, ah meu amigo(a), largar, você nunca mais vai.

"O livro tem a vantagem de estarmos só, mas ao mesmo tempo acompanhado." Já dizia nosso querido Mário Quintana, e não consigo encontrar palavras mais perfeitas que essa pra descrever exatamente nossos queridos amigos, os livros.