E aí, pípol? Tudo certo com vocês?
Mês de maio chegando ao fim e a época mais romântica para nós, brasileiros, está praticamente batendo na porta. Sim, meus caros, dia dos namorados vem aí e é exatamente nesse clima de “flores, amores e blablablá” que a nossa coluna encontra-se hoje. Vamos falar de Romance?
Esse é de longe o gênero literário mais conhecido de todas as opções da cartela, e também o que mais agrada ao público. O estilo nasceu em 1600 com Dom Quixote de La Mancha de Miguel Cervantes que, apesar de ser considerada uma tentativa de paródia da novela de Cavalaria, é denominada por muitos como a precursora desse tipo de narrativa.
O Romance se firmou logo após a industrialização do século XVIII, substituindo as poesias e poemas que estavam em decadência na época e nascendo como, segundo Friedrich Hegel, a epopeia burguesa moderna. Em 1880, Jules Renard declarou, na França, que o Romance havia morrido. Tendo sua decadência desencadeada diretamente pela concorrência com o jornalismo, cinema, rádio e televisão, o estilo narrativo desgastou-se tanto que houve quem considerasse um sintoma de intelectualidade não ler um.
O Romance pode ser abordado como Urbano (envolvendo intrigas amorosas retratadas em grandes cidades), Regionalista (abordando questões sociais características de cada região), Indianista (desenvolvendo sua trama entre a vida e costumes indígenas) e Histórico (destacando a vida e costumes de uma época passada, utilizando-se até mesmo de fatos fictícios); e dividido em Romântico (destacando o cavalheirismo, heroísmo, idealização da mulher e a luta constante entre o bem e o mal), Realista (carregado de críticas sociais e defeitos humanos como materialismo e desvio de caráter), Naturalista (trazendo personagens com aspectos patológicos) e Modernista (abordando visões do mundo com um caráter revolucionário).
Dentre os livros considerados como Romance Romântico, irei, hoje, indicar dois já lidos por mim e que ocupam um lugar cativo na minha estante.

O primeiro é do brasileiro Carlos Heitor Cony,
Uma História de Amor, que relata um proibido romance entre dois jovens de diferentes classes sociais dispostos a enfrentar os contratempos mundanos e sociais para ficarem juntos. As personagens são simples, porém ricos e verdadeiros, carregados de uma naturalidade que pouquíssimos escritores conseguem imprimir em suas obras. Um destaque especial para o protagonista Henrique que, apesar de todos os preconceitos e humilhações sofridos, muito comuns na época em que o romance é ambientado, mantém sua cabeça erguida diante de cada obstáculo e consegue vencer na vida.

E a minha segunda sugestão, como não poderia ser diferente, é o livro
À Primeira Vista, do aclamado Nicholas Sparks. De todas as histórias dele, essa é de longe a minha preferida. O enredo é cheio de altos e baixos e pensamentos conflitantes dos dois protagonistas, colocando o leitor sempre em dúvida quanto às situações apresentadas e incerto de que em qual versão deveria acreditar. Salpicado por muita paixão entre Jeremy e Lexie e todas as suas incertezas quanto à decisão precipitada de se casarem mesmo com poucas semanas de relacionamento, a cereja do bolo é o final do livro que é inesperado, surpreendente e emocionante. Devo confessar que, depois dessa história, agora sim acredito em amores à primeira vista.
Sim, meus caros, sou um romancista nato e acho isso simplesmente maravilhoso. E, ao contrário do que Jules Renard declarou tanto tempo atrás, não acho que esse gênero está em queda, acho que está apenas se adaptando a nossa nova sociedade, a nossa nova rotina, a nossa nova forma de perceber o mundo. Mas se você, assim como ele, acredita que o romance está morto (tomando a liberdade de usar uma expressão de Gabriel Garcia-Márquez e encarando, feliz, a possibilidade de terminar esse post de maneira piegas): “não é o romance, é você que está morto”.
Então é isso.
Não se esqueçam de deixar a indicação de vocês nos nossos comentários.
Vejo vocês na próxima!