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Resenha: A Joia por Amy Ewing

Título: A Joia
Série: A Cidade Solitária #1
Autor(a): Amy Ewing
Editora: Fantasy
Páginas: 348
ISBN: 978-85-4410-184-1
Ano: 2015

Em um futuro distante, Violet é uma garota especial. Ela nasceu e foi criada
no Pântano, um dos cinco círculos da Cidade Solitária. Por ser fértil, ela é especial, por isso ela é separada da família ainda criança para ser treinada a fim de servir aos membros da realeza.
Ao fazer dezesseis anos, ela finalmente partirá para o seu destino: A Joia, onde ela irá inciar sua vida como substituta. Aos poucos, todo o encantado da Joia, lugar onde a realeza vive, prova que ela é bonita e encantadora apenas na aparência, que por trás de toda beleza, há uma crueldade sem fim e Violet vai precisar lutar por sua própria vida.
Quando uma inesperada ajuda lhe oferece uma chance para sair desse mundo terrível, Violet a agarra com todas as forças, porém, em uma dia ela conhece Ash Lockwood, um acompanhante real.
Logo, os dois percebem a atração que sentem por ambos e o sentimento de solidão que compartilham dentro da Joia.
Porém, um relacionamento entre eles é proibido, se forem pegos, a sentença é a morte.
Logo, Violet vai descobrir que para conseguir sobreviver e ir em frente com o plano de se libertar daquela vida de escravidão vem com um preço: deixar para trás sua única escolha, seu único amor.

Resenha: Eva por Anna Carey

Título: Eva
Série: Eva #1
Autor(a): Anna Carey
Editora: Galera Record
Páginas: 281
Ano: 2013

         Eva é o primeiro livro de sua trilogia, uma distopia que se passa no futuro após uma praga aquilar a raça humana. Os sobreviventes são separados: os meninos são mandados para campos de trabalho forçado, as meninas são enviadas para Escolas, na qual aprendem uma profissão para atuar na  reconstrução do mundo.
   Porém, nem tudo são flores. No dia anterior a sua formatura, Eva, a aluna mais aplicada de sua escola e oradora da turma, descobre que nem tudo é o que parece ser.

   Dentro dos muros bem guardados da Escola, Eva sempre acreditou estar protegida das maldades do mundo e dos homens, mas quando ela descobre que seu futuro e de todas as meninas se formam é abominável, Eva decide deixar pra trás o único lugar no qual pôde chamar de lar.


Resenha: Reiniciados por Teri Terry

Título: Reiniciados
Série: Reiniciados #1
Autor(a): Teri Terry
Editora: Farol Literário
Páginas: 430
ISBN: 978-85-62525-72-8
Ano: 2013
Classificação: 4 estrelas.

As lembranças de Kyla foram apagadas, sua personalidade foi varrida e suas memórias estão perdidas para sempre. Ela foi reiniciada. Kyla pode ter sido uma criminosa eestá ganhando uma segunda chance, só que agora ela terá de obedecer às regras. Mas ecos do passado sussurram em sua mente.
Alguém está mentindo para ela, e nada é o que parece ser. Em quem Kyla poderá confiar em sua busca pela verdade?

Reenha: O Teste por Joelle Charbonneau

Título: O Teste
Autor(a): Joelle Charbonneau
Editora: Única
Páginas: 318
ISBN: 978-85-67028-23-1
Ano: 2013

Com apenas dezesseis anos, a jovem Cia Vale é escolhida para fazer parte de um programa chamado O Teste, que oferece uma única chance para que jovens selecionados possam se tornar a próxima geração de líderes. Cia passou anos se preparando para O Teste e essa é sua chance de ajudar a Comunidade das Nações Unificadas a se recuperar da devastação da guerra. Seu pai, que também fora selecionado para O Teste, diz que Cia não deve confiar em ninguém. E o que Cia está prestes a descobrir é que jovens estão à mercê de um programa que mais parece uma máquina trituradora de sonhos, inocência e futuro. De modo brutal, eles eliminam os fracos e escolhem os fortes. E cabe a Cia decidir tornar-se heroína a favor ou contra um governo opressor.

Resenha: Maze Runner: Correr ou Morrer por James Dashner



Título: Maze Runner: Correr ou Morrer
Autor(a): James Dashner
Editora: V & R Editora
Páginas: 426
ISBN: 978-85-7683-247-8
Ano: 2010

Ao acordar em um elevador que só sobe, Thomas não lembra de nada a não ser seu nome.
Agoniado e angustiado por não ter memórias sobre absolutamente nada, ele se vê cercado de garotos que variam entre 12 para 18 anos em um local que eles autodenominam como Clareira.
Após o choque inicial, Thomas tem a sensação de já ter estado na Clareira antes, mas como todas as suas lembranças, não se lembra o por quê ou como isso seria possível.
Aos poucos, ele descobre que a Clareira é um local que abriga apenas garotos e que todos os dias, os Corredores se emaranham no Labirinto a fim de procurar uma saída daquele inferno.
De mês em mês, como em um padrão, um novo garoto é mandado à Clareira. Isto é, até agora.
Após a chegada de Thomas,  em menos de um mês um novo membro é mandado. Desnorteados pela quebra da rotina, os Clareanos correm para o elevador para ver quem é o novo companheiro.
É quando eles se deparam com algo que nunca aconteceu antes: uma garota. E com ela a mensagem de que tudo estará prestes a mudar, tudo o que ela diz é um nome: Thomas.

Resenha: Incendeia-me por Tahereh Mafi

Título: Incendeia-me
Autor(a): Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Páginas: 383
ISBN: 978-85-8163-441-8

ATENÇÃO: Este é o último livro da série Estilhaça-me. Poderá conter spoilers dos dois primeiros volumes.

O destino do Ponto Ômega é desconhecido. Juliette não sabe se as pessoas com quem se importa estão vivas ou mortas. A guerra nem começou e já acabou. E não acabou de um jeito bom.
A única que ainda pensa em enfrentar o Restabelecimento e que pode destruí-lo é Juliette.
Para isso, Juliette vai precisar da ajuda de quem ela achou que fosse a pessoa mais cruel e sem coração que já a conheceu, ao passo que quem ela achava amá-la incondicionalmente, não demonstra assim ter tanto amor.
Agora, ela tem que confiar em Warner e deixar sua vida e suas esperanças nas mãos dele. Juntos eles lutarão para combater seu inimigo em comum: O Restabelecimento e Anderson.
E nessa luta, Juliette descobrirá que tudo que ela pensava saber sobre Warner e Adam.... Estava completamente errado.


Resenha: A Escolha por Kiera Cass

Título: A Escolha
Autor(a): Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 396
ISBN: 978-85-8086-991-0
Ano: 2014

ATENÇÃO: Este é o terceiro volume da série A Seleção.
Esta resenha poderá conter spoilers dos outros dois volumes.

     
        Agora com apenas quatro garotas, Maxon tem que decidir quem será sua futura rainha. Enquanto espera ansiosamente para que America se posicione e lhe diga se ela está ou não apaixonada por ele, Kriss aproxima-se cada vez mais do príncipe.
        Ao passo que os rebeldes agora invadem com cada vez mais frequência o palácio, o caos e o medo começam a se apoderar de todos. O que eles querem? Qual será a escolha de Maxon, America e Aspen?

Resenha: Divergente por Veronica Roth

Título: Divergente
Autor(a): Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 502
ISBN: 978-85-7980-131-0
Ano: 2011

Em uma Chicago futurista, 5 facções foram criadas após a guerra: Amizade, Erudição, Franqueza, Abnegação e Audácia.
"Os que culpavam a agressividade formaram a  Amizade.
Os que culpavam a ignorância se tornaram a Erudição.
Os que culpavam a duplicidade formaram a Franqueza.
Os que culpavam o egoísmo geraram a Abnegação.
E os que culpavam a covardia se juntaram à Audácia."
Aos 16 anos, os jovens são submetidos ao Teste de Aptidão, onde saberão a qual Facção pertencerão pelo resto de suas vidas.
Beatrice Prior, não consegue decidir. Por um lado, ela não quer abandonar os pais e sair de sua Facção de origem, a Abnegação, por outro, ela quer ser ela mesma. Durante o Teste de Aptidão, ela descobre que é diferente e que essa diferença poderá matá-la. A escolher sua facção, ela surpreende aos pais e a ela mesma.
Durante a iniciação, Beatrice deixa seu nome para trás e vira Tris. Ao competir com outros iniciandos por um lugar na sua nova facção, ela começa a perceber que seu lugar talvez, realmente, seja ali.
Agora, ela tem que vencer seus competidores para não virar uma sem-facção,  saber quem são seus verdadeiros amigos e ainda encaixar um relacionamento com um rapaz que mexe com ela de formas que ela não poderia imaginar.

Estilos Literários #1 Distopia

E aí, pípol?! Como estão?!
Essa é a primeira vez que escrevo para o blog (bom, eu esperava aplausos, mas tudo bem...) e eu estou realmente empolgado por fazer parte.

Estreando na coluna Estilos Literários: Distopia!

Sim, o nome do tema pode parecer um pouco estranho, mas tenho certeza de que vocês o conhecem.

A distopia, segundo o site Significados, “é um pensamento filosófico que caracteriza uma sociedade imaginária controlada pelo Estado ou por outros meios extremos de opressão, criando condições de vida insuportáveis aos indivíduos. Normalmente tem como base a realidade da sociedade atual idealizada em condições extremas no futuro.”

Essas histórias normalmente são narradas por protagonistas conscientes da realidade e incrementadas com abusos da repressão material e mental e até mesmo da exclusividade do saber.

No livro “Laranja Mecânica”, lançado em 1962, o escritor Anthony Burgess, através do protagonista adolescente Alex, retrata uma sociedade violenta comandada por um governo igualmente agressivo e totalitário. A obra se tornou um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX.

Em 1984, “Admirável Mundo Novo”, a distopia criada pelo autor George Orwell, fala sobre uma sociedade governada pelo coletivismo. Na história, todas as pessoas que eram contra ao sistema de divisão igualitária eram combatidos e eliminados. Vem, inclusive, do Sr. Orwell a expressão “Big Brother”, “o olho que tudo vê”, hoje mundialmente conhecida.

Nos dias atuais, na trama de Suzanne Collins, vemos uma sociedade oprimida pelo medo de enfrentar os Jogos Vorazes, que fazia parte da política “pão-e-circo” instituída pelo governo, assim como na Antiga Roma, para impedir uma revolta da população para com os problemas sociais. A história de Katniss, Peeta e Gale continuam nos livros “Em Chamas” e “A Esperança”, todos lançados pela editora Rocco.

A verdade é que, hoje em dia, o tema está em alta, mas com tantas subdivisões do gênero, classificar um livro como distopia se tornou um pouco mais complicado.

A distopia pode ser considerada totalitária (onde uma sociedade é controlada pelas ideologias de um governo), cyberpunk (na qual a aceleração da evolução tecnológica é o maior problema da população), off-world (em que o universo é explorado pelo homem, podendo ter guerras interestelares e colonização de planetas), apocalíptica (onde guerras nucleares e desastres naturais fazem parte do enredo), pós-apocalíptica (na qual os seres humanos sobreviventes devem aprender a conviver no mundo devastado), alienígena (onde a Terra é ocupada ou invadida por extraterrestres), peseudo-utopia (em que a elite tem poder absoluto e os dissidentes são ameaçados e até maltratados) e até mesmo viagem no tempo (quando a personagem é enviada ao passado, ou futuro, para mudar o curso da história).

Se vocês se interessam pelo tema, aí vão duas sugestões de leituras (e uma delas já está para estrear nos cinemas, então, se você é como eu que gosta de ler antes de assistir ao filme, é melhor correr enquanto há tempo).

Na série “Divergente”, de Veronica Roth, uma cidade futurista é dividida em cinco facções de virtude (Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição). Aos dezesseis anos, durante uma grandiosa cerimônia, os jovens são submetidos a um teste de aptidão e são obrigados a escolher um grupo para o qual se unir. A protagonista, Beatrice, que muda posteriormente seu nome para Tris, entra em um conflito e descobre que o segredo que guarda pode significar a salvação de todos a quem ela ama, ou a morte. A série é uma trilogia, sendo os livros seguintes intitulados como “Insurgente” e “Convergente”. A Summit Entertainment comprou os direitos dos livros e o primeiro filme tem previsão de estreia para 17 de abril, aqui no Brasil.

E por último (sendo de longe a minha preferida), na série “A Passagem”, de Justin Cronin, vemos o mundo destruído por um vírus criado pelo próprio homem. O livro é dividido em duas partes, sendo a primeira explicando os motivos que levou o governo dos Estados Unidos a infectar prisioneiros condenados à morte com o vírus, transformando-os em uma espécie de vampiros (porém muito mais letais e diferentes do que a literatura tem nos apresentado até então); e a segunda, no mundo pós-apocalíptico, onde um pequeno grupo de sobreviventes sai com o objetivo de resgatar o nosso planeta das trevas. A história conta com mais dois livros, “Os Doze” e “A Cidade dos Espelhos”, tendo este último lançamento previsto para este ano ainda. A Fox comprou os direitos para a adaptação, mas não há nenhuma data oficial por enquanto.

Bom, por hoje é só.
Se tiverem mais livros sobre o tema para nos indicar, escrevam nos nossos comentários.
Aguardo vocês na próxima.

Resenha: A Esperança por Suzanne Collins

Título: A Esperança
Série: Jogos Vorazes #3
Autor(a): Suzanne Collins
Editora: Rocco
Páginas: 419
ISBN: 978-85-7980-086-3
Ano: 2010
Classificação: 3 Estrelas

Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução.
A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela presa virar o Tordo.
O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Serpa que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?

Resenha: Em Chamas por Suzanne Collins

Título: Em Chamas
Série: Jogos Vorazes #2
Autor(a): Suzanne Collins
Editora: Rocco
Páginas: 413
ISBN: 978-85-7980-064-1
Ano: 2009
Classificação: 5 Estrelas | Queridinho da mamãe

Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações nos distritos dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta - acreditarem que são um casal apaixonado.
A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jove caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente.

Jogos Vorazes por Suzanne Collins

Título: Jogos Vorazes
Autor(a): Suzanne Collins
Editora: Rocco
Páginas: 397
ISBN: 978-85-7980-024-5
Ano: 2008


Na abertura de Jogos Vorazes, a organização não recolhe os corpos dos combatentes caídos e dá tiros de canhão até o final. Cada tiro, um morto. Onze tiros no primeiro dia. Treze jovens restaram, entre eles, Katniss.
Para quem os tiros de canhão serão no dia seguinte?...
Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstra seu poder sobre o carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte!
Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katnisss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido Distrito 12, ela sabe como sobreviver um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?



E eu achava que nenhuma distopia passaria A Seleção no meu conceito. Oh, como eu estava errada!

A América do Norte se foi e em seu lugar uma nova nação chamada Panem foi construída. Comandada pela Capital, Panem é uma nação que vive sobre um duro regime totalitário. Quando existiam 13 distritos, o décimo terceiro tentou se voltar contra o regime da Capital, sem dó, a Capital dizimou o distrito 13 e para lembrar a todos o que acontece quando seu poder é desafiado, criou o Jogos Vorazes, que consiste em uma competição transmitida ao vivo pela televisão, na qual um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar em uma arena até morrer. O último de pé é o campeão.

Katniss, é uma garota de dezesseis anos do Distrito 12, que luta para manter sua família alimentada. Quando a colheita vem e o nome de sua irmã é sorteado para o 74ª Jogos Vorazes, Katniss se voluntaria a ir no lugar da pequena Prim. Peeta, um rapaz calmo e gentil também é selecionado. Juntos eles embarcam no trem e são levados para a Capital afim de prepararem-se para os jogos.

Quando assisti ao filme (é eu vi o filme primeiro) achei todo o regime totalitário, toda a força e crueldade da Capital completamente doentio. Saí do cinema me sentindo mal e acabada. E então me fechei para a série, e não quis saber de ler o livro. Mas depois - de uma pessoinha chamada Valéria e outra chamada Victor me perturbarem para ler -  resolvi ler os livros para assim, aplacar minha curiosidade e então ter uma opinião mais ampla da história.

Eu só não esperava me apaixonar pelo livro. Que história!

O primeiro livro distópico que li foi A Seleção, e lá eu adorei a história de um novo governo, de um novo regime. E então caí de cabeça em Jogos Vorazes.

O que sempre acontece entre filmes e livros é que nos filmes eles - na maioria das vezes - escondem as explicações para pular diretamente na ação, e por conta disso eu não entendi muito bem a história do filme, mas fez todo o sentido no livro, assim como a posição de Katniss que é de longe a minha personagem favorita.

"(...) e por um curto espaço de tempo nós nos digladiamos pelo objeto até ele começar a tossir, respingando sangue em meu rosto. Dou um passo para trás, enjoada pelo jato quente e pegajoso. Então, o garoto desliza para o chão. Só então vejo a faca em suas costas."

Adeus personagens femininas indefesas e dependentes dos mocinhos. Katniss me deixou sem fôlego e de queixo caído com suas atitudes e seu raciocínio logico, porém frio. Uma personagem que não mede esforços para salvar sua irmã (que ela deixa bem claro ser a pessoa mais importante para ela) ou quem ela ama.

Hostil é pouco para o que Katniss é, nunca me surpreendi e adorei tanto uma personagem que adoro ela. Arrogante, prepotente e até mesmo cruel, ela consegue muito bem fugir da linha de menina indefesa e presa a dois amores.

Infelizmente para Peeta, eu não consigo tirar a imagem do ator que o interpretou da cabeça. Não temam, eu adoro o Josh, sempre o achei muito lindo e fofo, além de um ótimo ator, o problema é que ele tem muita cara de criança e não consegui levar o Peeta tão a sério como o personagem merecia. Para mim ele é um bebê no meio de uma "brincadeira de adultos", e antes que as Teams Peeta me matem, eu gosto dele! Achei apenas que a escolha de Josh para Peeta foi infeliz, até porque o pobre Josh é bem menor que a Jennifer Lawrence (Katniss). Nem preciso comentar a escolha do ator para o Gale né? Lindo é pouco para ele.

Matar ou morrer é uma questão viva nessa série, eu me peguei pensando ao longo da trama o que eu faria no lugar dos personagens, principalmente se eu fosse selecionada para a arena, e bem eu não sei o que faria. Fico com peso na consciência ao matar uma barata quem dirá uma pessoa.

Collins conquista os leitores com toda a sua trama de suspense! Esse thriller muitíssimo bem escrito te deixa sem fôlego e sem sono!

Se entrou para a minha lista de favoritos? Com toda certeza!

Leia que você não se arrependerá!

Que comecem os jogos!









A Elite por Kiera Cass

Título: A Elite
Autor(a): Kiera Cass
Editora: Seguinte
ISBN: 978-85-65765-12-1
Páginas: 351
Preço: R$ 29,90

AVISO: Se você não leu A Seleção (nesse caso, não sei o que está esperando), aconselho a não ler esta resenha, pois pode conter spoilers. Para ler a resenha de A Seleção, basta clicar aqui.

A Seleção começou com 35 garotas. Agora, restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para portegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto.
America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está Às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer - e ela está prestes a perder sua chance de escolher.
Finalmente eu li A Elite... E devo dizer que faltou pouco, muitíssimo pouco para eu não pegar esse pescocinho fino da America e torce-lo até ouvir o som do osso partindo. É, ela me irritou a esse ponto.

Para quem leu a minha resenha de A Seleção, sabe o quanto fiquei encantada com a história e com America, já que no primeiro livro ela mostra-se como uma personagem que não leva desaforos para casa, diz o que pensa sem medo, e tem uma opinião formada sobre tudo. Eu realmente achei que ela fosse fugir daquelas personagens femininas que sempre tem algum problema de auto-estima ou daquele tipo que fica divida entre dois rapazes e age de uma maneira estúpida com o que não merece (ok, talvez esse comentário tenha uma forte influência ao meu amor pelo Maxon, mas deu para pegar a ideia não é?) e isso me irritou profundamente.

Logo no início do livro temos um ataque dos rebeldes e isso me fez pensar que este livro seria bem mais agitado que seu antecessor, e eu não estava errada.

Sabe aquele livro que você pega e a cada virada de página você perde o fôlego e não consegue parar? E então quando você termina um capítulo (isso se você for como eu que não consegue parar enquanto não termina um capítulo, ok, ok, às vezes eu não consigo parar antes de terminar o livro) você diz: "Tudo bem, este é o último." Mas, nunca é!

E eu li esse livro em um dia sentada na estação de metrô de São Cristóvão. Terminei minha prova, peguei minhas coisas, comprei meu bilhete, desci até a plataforma, sentei em um bando e disse para mim mesma que ficaria lendo até o metrô chegar. O que realmente aconteceu foi que só peguei o metrô quando terminei o livro... Ou seja, uma hora depois. Espero do fundo do meu coração que minha chefe não leia isso.

O problema, veja bem, é que quando os ataques dos rebeldes começaram neste segundo livro, eles vieram acompanhados daquela boa dose de distopia. Conhecemos um pouco mais a história do Estado Americano da China, descobrimos todo um outro lado de alguns personagens e nos surpreendemos com eles.

Uma cena que me chamou muitíssimo a atenção nesse livro, foi uma na qual vemos uma punição que acontecia muito durante a Idade Média e isso me fez pensar o quanto os EUA regressou em relação ao governo, já que nesse livro temos uma clara visão de um governo parecido com o governo que existia durante a Idade Média. E isso me fez ficar mais grudada ainda no livro.

Vários acontecimentos (os quais estou lutando contra todas as minhas forças para não deixar escapar!) fazem America questionar a honra e o caráter do príncipe o que o afasta dela e o faz se aproximar de outra pessoa.

Os pensamentos conflitantes e os súbitos surtos da America me fizeram odiar ela de uma forma saudável (se é que isso existe!), era um ódio que depois se transformava em compreensão e aí eu pensava "ah, ela tem razão".

Eu sei que vocês devem estar se perguntando: Poxa se você gostou tanto do livro, porque quatro estrelas?
Simples.
Nunca vi um triângulo amoroso mais chato que esse. Aspen, Maxon e America conseguiram, os três, me irritar. Aspen nunca teve minha simpatia e digamos que nesse livro ele me fez ter nojo dele. America, preciso dizer ainda o quanto ela me irritou? E quanto ao meu querido Maxon, bom devo dizer que ele está de castigo. Na minha opinião, em vários momentos ele agiu como um rapaz mimado, em outras, entretanto, ele me fez admirá-lo.

Apenas por esse triângulo que não me convenceu muito, foi que tirei uma estrela do livro. Mas não se engane se acha que o livro fica ruim por termos três crianças jovens irritantes, as cenas de ação, os mistérios, algumas revelações e um novo, e inesperado, casal prende nossa atenção de uma forma que o faz ficar sentado em uma estação de metrô lendo durante duas horas. Acredite, eu sei.

O que me deixou um pouco decepcionada, foi ter um "fim" um tanto quanto calmo comparado a toda a emoção e os quase ataques cardíacos que o livro me provocou, mas até entendo é justo considerando que você quase morre durante o livro.

Para finalizar, como não comentar a capa?

Lembram-se que em A Seleção eu fiz uma pequena avaliação da capa do livro referindo-me a America e sua posição quanto a Seleção certo?

Em A Elite, nós temos uma America que não se esconde mais, que agora quer ocupar seu lugar e mostrar para todos que ela tem uma opinião, um objetivo (embora às vezes ela não saiba qual é) e por isso ela mostra o rosto, mas se repararmos bem na capa, ela ainda não está completamente confiante de si mesma.

O corpo meio virado mostra que ela ainda tem medo, indecisão, receio de enfrentar tudo e, enfim, realmente mostrar quem é. O rosto que também não está completamente exposto, pois vemos mais o lado direito da face dela,  traz para gente a garota que a America foi durante todo o livro: Ao mesmo tempo que ela diz o que pensa e o que quer, ela trava, fica na dúvida e em algumas vezes se esconde novamente.

Tenho um palpite de que a próxima capa ela estará completamente de frente. Será que eu acerto?

A Seleção por Kiera Cass

Título: A Seleção
Autor(a): Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 357
ISBN: 9788565765015


Nem todas as garotas querem ser princesas. America Singer, por exemplo, tem uma vida perfeitamente razoável, e se pudesse mudar alguma coisa nela desejaria ter um pouquinho mais de dinheiro e poder revelar seu namoro secreto.
Um dia, America topa se inscrever na Seleção só para agradar a mãe, certa de que não será sorteada para participar da competição em que o príncipe escolherá sua futura esposa.
Mas é claro que se nome aparece na lista das Selecionadas, e depois disso sua vida nunca mais será a mesma...

A Seleção é o primeiro livro distópico que li. E devo dizer que adorei!

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Em um país que divide o povo por castas (Sendo a Casa Um dos ricos e a mais alta, e a Casta Oito a mais baixa e pertencente aos pobres), America Singer não tem grandes ambições na vida. Pertencente a Casta 5, tudo que ela quer é ter um pouquinho mais de dinheiro - o suficiente para poder casar com seu namorado, Aspen - e poder declarar ao mundo o seu amor por seu namorado, o qual tem que namorar escondido.
Quando sua mãe lhe pede para se inscrever na Seleção, America, entretanto, diz que é tremendamente impossível ela ser selecionada e afirma com todas as forças não ter interesse nenhum em ser rainha.
Mas quando Aspen, seu namorado escondido, lhe pede para se inscrever apenas por desencargo de consciência, ela sede e se candidata e então ela é selecionada.
Ao mudar-se para o palácio, America tinha a absoluta certeza de que não se adaptaria e não se interessaria pelo príncipe Maxon, assim como ele não olharia para ela duas vezes, tendo em vista que várias meninas mais bonita que ela estavam lá também.
Para seu próprio espanto, America descobre que o príncipe não é a pessoa que ela achava e se surpreende ao se pegar pensando nele e fica mais surpresa ainda ao notar o interesse dele por ela.

Eu realmente achava que esse livro era algo bobo. Comprei ele em uma promoção e o coloquei na estante, e então um belo dia, resolvi pegá-lo para ler. E bem, não o larguei até acabar.
A história me surpreendeu em todos os aspectos possíveis. A narrativa em primeira pessoa, nos transporta para a pacata e pobre vida de America Singer, nossa narradora.
Conhecemos um Estados Unidos diferente, agora ele se chama Estado Americano da China e foi invadido pela mesma durante a Quarta Guerra Mundial. O país, que é divido por Castas de Um à Oito, sendo a Um a das pessoas da Elite e a Oito dos mendigos e moribundos, descobrimos toda uma história rica, fantástica e  totalmente viciante.

America é o tipo de personagem que não tem medo de dizer o que pensa e desde o início deixa bem claro seu ponto de vista para o príncipe Maxon. Admirado pela falta de interesse dela, não apenas nele, mas na coroa, o príncipe tenta se aproximar mais de America e em vários momentos leva patadas - e chutadas -, mas ao longo da trama eles desenvolvem o que podem chamar de uma amizade, a primeira amizade ambos.

É claro que de cara ficamos apaixonados pelo príncipe e torcemos muito para a America esquecer o Aspen e se entregar ao Maxon, mas Kiera nos deixa loucos com os confusos sentimentos de America e a todo momento sentimos as dúvidas e incertezas da personagem.

A história distópica do livro não é muito bem esclarecida nesse primeiro volume, mas acredito que deva vir uma explicação melhor no segundo.

Recomendo e muito esse livro. Ele vem com a bagagem completa: humor, romance, drama, mistério e até mesmo ação!

Algo que eu gostaria de comentar antes de finalizar esta resenha é a capa.
Sim, ela é linda. Mas, gostaria de fazer uma pequena interpretação.
Na capa temos uma garota ruiva de olhos azuis, não resta duvidas de que é a America, pois além dela ser ruiva e ter olhos claros, a garota está escondendo o rosto o que retrata bastante da personagem neste primeiro volume.
Em A Seleção temos uma America que se esconde, que não quer ser descoberta ou chamar a atenção para si própria.
Mesmo sendo linda ao seu modo, ela esconde a beleza, assim como esconde sua inteligência e se esconde na Seleção, sempre na dela e observando tudo de lado.
Na minha opinião, a Editora Seguinte, fez um excelente trabalho com essa capa, com esse lado tímido e inseguro da America, retratou perfeitamente bem o primeiro volume da trilogia.